Monthly Archives: October 2010

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Do It!

O que acontece quando você junta estudantes de computação, fora do ambiente universitário, computadores, algumas várias pizzas, algumas várias cerveja, apenas uma Coca-Cola e uma ideia? Software funcionando e mais iniciativas! Foi isso o que aconteceu na última quinta-feira aqui em Niterói. Ah, só para ressaltar, essa iniciativa surgiu em função do #horaextra do após o DevInRio.

Nessa quinta-feira não pudemos ter Dojo, então, tive a ideia de fazer alguma outra atividade por três motivos. O primeiro era que já faz algum tempo que tenho o horário do Dojo reservado na minha agenda, então, eu tinha que preenchê-lo com algo. O segundo foi a sensação de que precisamo de algo ainda maior em Niterói a nível de comunidade. Temos a comunidade do DojoRio e do ArduinRio bem fortes aqui, mas estava – e ainda estou – querendo fomentar algo mais forte a nível de desenvolvimento. Como fazer isso, ainda não sei, mas estamos tentando. O terceiro foi querer passar para o pessoal que conheço da UFF e que não pode ir ao FISL11 as mesmas experiências que pude vivenciar desenvolvendo pequenos projetos durante o evento.

Então, dado a ideia, marcamos de nos encontrarmos na minha casa no horário do Dojo. Fizemos um planejamento rápido do sprint e definimos nosso primeiro entregável. Nos organizamos para matarmos as tarefas o mais rápido possível e em pouco tempo conseguimos fazer o primeiro deploy! Aqui vale um parabéns e um agradecimento ao Henrique Bastos e ao Flávio Amieiro que desenvolveram uma excelente ferramenta de deploy para aplicações Django.

Nós tínhamos a ideia de progredir um pouco mais com o projeto, mas não conseguimos. Entretanto, eu tive algumas percepções bastante interessante sobre desenvolvimento de software e sobre métodos ágeis. De fato, existe um número mágico para conseguir formar uma equipe que renda bastante ou o suficiente. Em uma retrospectiva que fizemos na cozinha, percebemos que o número grande de participantes foi um dos fatores que atrapalharam para evoluirmos com o projeto. Além disso, percebemos que a metodologia de desenvolvimento ágil externaliza muito mais as características de cada um, tanto as técnicas quanto as pessoais. Então, pudemos compreender que os métodos ágeis são de fato para as pessoas e para trabalharmos focado nelas.

Mas, mesmo com o projeto não tendo chegado no estado que imaginávamos, o objetivo principal foi atingido. Pessoas que nunca colocaram uma aplicação no ar fizeram o primeiro deploy da vida. Pessoas que nunca haviam desenvolvido algo além de trabalho participaram de um projeto aberto e dinâmico. Pessoas viram que é possível desenvolver software de maneira rápida, simples e divertida. Pessoas viram, assim como eu vi no FISL11, que desenvolvimento de software são pessoas e não processos. Eis uma foto dos guerreiros:

Andre Oliveira, João Felipe, Luis Vieira, Diego Dukão, Bernardo Fontes, Vanderson Mota, Rafael Carvalho, Thiago Garcia e Everthon Moreth
Andre Oliveira, João Felipe, Luis Vieira, Diego Dukão, Bernardo Fontes, Vanderson Mota, Rafael Carvalho, Thiago Garcia e Everthon Moreth

O resultado foram novas ideias de aplicativos, novas datas de encontro e uma semente plantada. Se ela vai vingar ou não, já não posso dizer. Mas acredito que teremos bons frutos pela frente! Ah, para quem quiser ver o que produzimos, é só acessar o YouCover!

PS.: No dia seguinte, durante o III Openspace na UNIRIO o Pedro Menezes, o Eduardo Carvalho e eu terminamos a ideia original para o sprint. Agora, só falta fechar uma interface bonitinha. Voluntários?